sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Terapia Génica

A Medicina do Futuro: Uma nova forma de prevenir e curar doenças.



O que é?
Num sentido estrito, a terapia genética humana refere-se à "administração deliberada de material genético de paciente humano com a intenção de corrigir um defeito genético específico”. Outra definição mais ampla considera a terapia génica como ”uma técnica terapêutica pelo qual um gene funcional é inserido em células de um paciente humano para corrigir um defeito genético ou células para dar uma nova função".

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Descobertas feitas, relacionam a doença com o gene. Sabendo-se que a origem de uma doença estaria no gene, pensou-se na utilização de terapias com o intuito de usar o gene como agente ou alvo terapêutico. Assim surge a Terapia Génica (TG), a próxima grande revolução da medicina moderna.

O princípio básico subjacente à TG consiste simplesmente na introdução de material genético no interior celular para que o produto da sua expressão possa curar ou retardar a progressão da doença. Mas para tal é necessário fazer chegar o gene até às células defeituosas, surgindo assim o conceito de transfecção, processo de entrega e expressão de material genético com sucesso. A função da administração do gene correcto é a de compensar o gene defeituoso que a célula contém, para deste modo se conseguir recuperar a função celular, eliminando o foco de doença. O tratamento da doença é feito ao nível molecular.

Hoje a TG pode incluir outro tipo de estratégias para o tratamento de doenças. O gene transfectado pode não estar necessariamente em falta, mas o seu emprego ser terapêutico. Esta forma de TG tem como objectivo a produção in vivo de proteínas potencialmente terapêuticas.
Deste modo é fácil de concluir que as possibilidades que se abrem para a aplicação da TG são inúmeras. De entre as quais podemos realçar o tratamento de doenças hereditárias, doenças neurodegenerativas, cancro, SIDA, etc.

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Esta parece ser uma boa técnica para resolver algumas doenças genéticas. Além disso, com a informação que temos até agora, parece ser uma técnica que não gera muitos problemas éticos.


Fontes:
http://www1.ci.uc.pt/rnam/artigos/001.htm
http://www.terapiagenica.es/

Laboratório português fez "listas" de genes suspeitos para detectar doenças


É como se tivéssemos uma "lista de suspeitos" que nos ajuda a encontrar o gene culpado quando estamos perante quadros clínicos semelhantes. O Centro de Genética Clínica (CGC) está a usar uma tecnologia chamada chips de ADN que permite analisar vários genes com uma só amostra para pesquisar diferentes mutações. Testes mais rápidos, mais baratos, mais abrangentes e que podem ser usados para diagnóstico pré-natal.

Estes grupos de possíveis mutações capazes de explicar patologias com sinais ou sintomas semelhantes chamam-se painéis.

A tecnologia dos microarrays ou chips de ADN que analisa o comportamento dos genes não é nova. Os arrays de expressão, por exemplo, usados nas investigações relacionadas com o cancro ajudando a detectar quais os genes activos, superactivos e silenciados através da medição de RNA (ácido ribonucleico). O CGC usa os arrays de mutação, apoiados no DNA. A inovação do primeiro laboratório privado de Genética Médica em Portugal está na organização destes testes de diagnóstico, diz a directora clínica, Purificação Tavares. Em vez dos testes convencionais que perante a suspeita de uma doença genética fazem a sequenciação de um gene inteiro em busca de uma mutação (um gene pode ter várias dezenas ou mesmo centenas de mutações), o laboratório propõe uma lista de possíveis patologias, causadas por diferentes mutações. 

 
É uma ampla "lista de suspeitos" ainda que o clínico (no papel de detective), apoiado noutros meios de diagnóstico, possa chegar a um "presumível culpado". "Actualmente, perante quadros clínicos muito semelhantes, torna-se necessário pedir testes numa base de tentativa e erro. Com os arrays, conseguimos identificar qual é a patologia dentro de um painel", argumenta Purificação Tavares. Paula Rendeiro, a directora técnica do laboratório, faz a comparação: "Nos testes convencionais construímos um livro inteiro letra por letra, todo um gene. Este método permite procurar o que interessa. Vamos ao capítulo que queremos".


Assim, nota Purificação Tavares, "em vez de requisitar 5 ou 6 testes diferentes, o clínico poderá pedir apenas um teste", refere, acrescentando que "o principal impacto vai reflectir-se na redução dos custos e dos preços. No futuro haverá um painel para cada especialidade". O custo médio de um teste genético convencional é de 700 euros, mas pode ir até aos quatro mil quando se trata de sequenciar um gene com muitos fragmentos (há genes que têm sete outros - raros - mais de 100 fragmentos). Com o recurso aos chips de ADN o valor não deverá ultrapassar os 400 euros, assegura Purificação Tavares. Por outro lado, há ainda a questão do tempo. Um dos painéis agora propostos pelo CGC demoraria vários meses. Neste caso, o tempo de espera será entre uma e duas semanas. E quanto mais cedo se tiver um diagnóstico, mais cedo podemos iniciar a terapêutica ou a prevenção. Mas há limitações. A taxa de detecção destes testes está entre os 65 por cento e os 95 por cento (a taxa mais alta para algumas doenças metabólicas). Há, portanto, uma série de mutações num gene que podem não ser detectadas. Por outro lado, no caso da obesidade, epilepsia e autismo os testes deverão pesquisar sobretudo polimorfismos (susceptibilidades) e isso é ainda discutível na comunidade científica. Apoiados numa tecnologia chamada APEX (Arrayed Primer EXtension), uma empresa de biotecnologia (da Estónia) oferece uma resposta idêntica, tendo já painéis para a surdez hereditária.


A todos os painéis propostos pelo Centro de Genética Clínica para doenças genéticas podem ser usados em diagnóstico pré-natal. E, também aqui, o CGC quis oferecer mais. Se, por um lado, será possível com indicação médica recorrer a um dos painéis, por outro, existe já um "pacote" chamado "pré-natal plus" que reúne algumas das outras patologias mais frequentes.


Quando há um risco de ter um bebé com anomalias cromossómicas como, por exemplo, a trissomia 21, pede-se um diagnóstico pré-natal. O teste convencional ao ADN fetal (a partir de vilosidades coriónicas ou líquido amniótico) abrange a detecção de aneuploidiais e o cariótipo, duas ferramentas que detectam as principais anomalias. Mas por que não saber mais com a mesma amostra? O CGC juntou um diagnóstico molecular de doenças metabólicas, um painel de síndromas associadas a atraso mental, a fibrose quística e a síndroma do X-frágil, quatro "alvos" que podem ser pedidos pelo obstetra e que representam um acréscimo total de 480 euros. O critério para a selecção teve, sobretudo, em conta o potencial para a aplicação de medidas preventivas, tratamento precoce ou cuidados de saúde melhorados. "Fazermos técnicas invasivas com algum risco e só sabermos o cariótipo e pouco mais é muito pouco. Muitos casais perguntam-nos: ai é só isso? Se pudermos, sobretudo quando há anomalias ecográficas, amplificar este leque, óptimo. Quando mais vier melhor e se for rotinado torna-se mais barato", comenta Eufémia Ribeiro, obstetra e presidente da Associação de Diagnóstico Pré-Natal. A especialista destaca ainda a importância do painel das trombofilias para "uma melhoria na medicina de reprodução e na qualidade de vida". "É fundamental ter algo para melhorar isto. É prevenção".





O inovador método de diagnóstico genético é português e será exportado para os EUA e Espanha! :)

sábado, 17 de outubro de 2009

Valerá a pena... ?

A curiosidade por vezes leva-nos a cometer certos actos.

Imaginemos um caso em que a curiosidade em saber o nosso genótipo (se os genes que nos constituem têm presente algo que ainda não se manifestou ou nunca se irá manifestar ou até mesmo os que já se manifestaram) levava ao facto de querermos fazer um diagnóstico genético.



É-nos então entregue o diagnóstico e é nos dito que somos portadores um gene de uma doença sem cura, que nos afectará a vida para sempre e com grandes probabilidades de se manifestar.

Soubemos a verdade! A verdade que podia ter sido omitida, mas devido à nossa curiosidade veio ao de cima.

Entramos então numa angústia, num medo constante, o medo do futuro, o medo de que o gene responsável pela doença incurável e que limitará toda a vida se manifeste, e a nossa vida se torne num pesadelo.

Ou não.

Imaginemos que essa descoberta era superada da melhor maneira possível e viveríamos a vida ao máximo para a compensar, pois saberíamos que havia grandes possibilidades de ela ser curta, pelo menos ao nível de a aproveitarmos.

Por outro lado…

Imaginemos também que por mais curiosidade que tivéssemos não era possível obtermos o nosso diagnostico genético, nunca saberíamos uma possibilidade dum futuro e nunca entraríamos em angústia e com medo de futuro, teríamos uma vida normal e feliz, até esse gene se manifestar e nos aparecer então, a doença incurável.

Os diagnósticos genéticos são possíveis, e podem influenciar os nossos futuros. Mas é certo que através destes testes poderão prevenir-se ou curar-se algumas doenças. Mas se nesses testes descobríssemos uma doença sem cura que nos fosse limitar fisicamente ou psicologicamente futuramente ou mesmo uma doença mortal que não tivesse cura… Saber antecipadamente não iria aumentar a angústia e a forma como vivíamos até ao momento?

A questão é: valerá a pena acedermos aos diagnósticos genéticos?

domingo, 11 de outubro de 2009

E se decidissem o seu futuro por si?

Actualmente já é possível recorrendo ao diagnóstico genético determinar se um indivíduo tem a predisposição de desenvolver uma certa doença, se uma doença que ainda não se manifesta nesse mesmo indivíduo poderá vir a manifestar-se atendendo ao seu padrão de herança…

A identificação de um factor genético deficiente, poderá permitir prevenir uma doença, atrasar o seu aparecimento ou limitar os seus efeitos.

Mas há questões que se levantam…
Hoje deixamos aqui uma :)

Este diagnóstico deverá poder ser feito a embriões para os pais poderem decidir depois sobre o seu futuro?
Será justo?

Ou deverá apenas poder ser feito a adultos de forma a poderem eles tomar as suas próprias decisões?




Pense bem... um caso como este poderá chegar até si. Que posição tomaria?
Aguardamos a sua resposta para mais tarde a debatermos. :)

Até ao proximo post.
Os cientistas (ou não) : SEAT & Sandro

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Bem-vindos ao Mundo da Genética! :)


Somos alunos do 12º ano de Ciências e Tecnologias da Escola Secundária Manuel Cargaleiro da turma C. O nosso blog tem como tema base a manipulação da constituição genética humana. Esperemos que com este blog possamos levantar, discutir, partilhar informações e reflectir sobre questões que se podem colocar em redor desta tema.


Questões científicas que possam intervir com a ética, a religião, a comunidade e até mesmo com a vida ou a esperença de vida de uma pessoa. Questões que poderão ser discutidas a fim de cada um ter a sua própria opinião e poder partilhá-la connosco e com o mundo.

Em breve deixaremos informações, notícias e questões polémicas para que possa partilhar a sua opinião connosco.

Esperemos que gostem, e para os que não gostam esperemos despertar o seu interesse, pois isto abrange todo o Mundo e poderá chegar mesmo até si. A ciência mudar o seu futuro?! Será correcto ou nao?! Pensem nisto e... Estejam atentos pois em breve teremos mais coisas para partilhar com o mundo.

Até Breve.

Os cientistas (ou não) :

Ana Santos
Ana Nascimento
Eliana Santos
Sandro Almeida
Soraia Ferreira

 
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